Peça ‘O Casamento de Mixirica’ que será apresentada em 4 de setembro. // Foto: Paullo Amarall
Em setembro, a Casa de Cultura Flávio Craveiro recebe três espetáculos do projeto Sexta Encena, da Fundação Cultural Cassiano Ricardo.
A entrada é gratuita, sem necessidade de reservar ingressos.
Dia 4, às 14h – O Casamento de Mixirica – Livre
A Palhaça Mixirica, após ver todas suas irmãs se casarem, fica desesperada em busca de um marido, socorrendo a seu santo de devoção: Santo Antônio. Por sua vez, o Palhaço Peteko, que quer de toda forma se casar com Mixirica se passa pelo santo casamenteiro e também por todos os pretendentes de Mixirica. Para conquistar o coração de sua amada, apresenta vários números. Ao final, a farsa é revelada, e ao reconhecer a sua determinação e seu grande amor, Mixirica e Peteko se casam.
Dia 11, às 9h – O Pequeno Príncipe e a Capivara Lara – Livre
E se o Pequeno Príncipe, após viajar por planetas e galáxias, viesse parar justamente às margens do Rio Paraíba do Sul? Nesta aventura, o menino do Asteroide B612 encontra Lara, uma capivara curiosa e cheia de histórias, que o apresenta aos encantos, às memórias e aos causos do Vale do Paraíba. Entre o francês do Pequeno Príncipe e o "caipirês" de Lara, nasce uma amizade capaz de atravessar mundos e mostrar que a linguagem do coração é universal.
Juntos, eles percorrem as margens do rio, mergulham em lendas e descobrem que, para realizar uma grande viagem, é melhor contar com amigos do que com serpentes! Em uma jornada repleta de música, humor, poesia, cultura popular e encantamento, Lara ajuda o Pequeno Príncipe a compreender novas formas de olhar para o mundo e para aqueles que amamos. Uma história sobre amizade, afeto, pertencimento e responsabilidade, que une a literatura de Saint-Exupéry aos saberes e imaginários do Vale do Paraíba. Porque, afinal, só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
Dia 18, às 19h30 – A Mandrágora – 12 anos
"A Mandrágora" (1518), de Maquiavel, é uma comédia ácida sobre Calímaco, um nobre que se apaixona por Lucrécia, esposa do ingênuo Nicío. Com a ajuda do astuto Lígurio e do corrupto Frei Timóteo, ele engendra um plano: convence Nicío de que Lucrécia só engravidará com um chá de mandrágora — planta supostamente "mortal" para o primeiro homem que se deitar com ela após o tratamento. Nesta adaptação, a trama se desenrola dentro de um porão, um espaço abafado e decadente que funciona como metáfora da degradação moral das personagens e da sociedade. As baratas, presentes nesse ambiente, simbolizam a podridão ética, a hipocrisia e a corrupção que permeiam as relações humanas, reforçando a crítica social proposta por Maquiavel e evidenciando como esses problemas continuam atuais. A peça utiliza o humor para satirizar a hipocrisia social, a corrupção religiosa e a estupidez humana, questionando os limites da moralidade e da ambição.
Serviço
Casa de Cultura Flávio Craveiro
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