Fundação Cultural Cassiano Ricardo

Histórias contadas por quem conviveu com Cassiano Ricardo. Esse foi o destaque da mesa redonda da noite dessa terça-feira (29) na Casa de Cultura Mário Covas (Praça Afonso Pena, 29). O evento teve como atração principal o jornalista e escritor Fernando Jorge. Também participaram o também escritor Carlos Wilson, da Academia Joseense de Letras, e o jornalista Júlio Ottoboni.

Jorge foi apresentado ao poeta por um outro escritor: Menotti del Picchia, em um tabelionato próximo ao Mosteiro São Bento, na capital paulista. Ele destacou que Cassiano era um homem bastante discreto. “Mas quando se entusiasmava, gostava de ser irônico, irreverente”, acrescentou ele, revelando ainda que o escritor joseense odiava os hipócritas e as pessoas egoístas e impiedosas. O jornalista também lembrou de textos que Cassiano gostava de declamar.

Fernando Jorge é fluminense. Entre as obras escritas por ele estão “Cala a Boca, jornalista!”, “Vida e Poesia de Olavo Bilac”, “O Aleijadinho”, entre outros títulos. Ele foi agraciado com um Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro.

Quem abriu as apresentações da noite foi o grupo Tempo-Câmara, que levou para o palco do Mário Covas, o som experimental e contemporâneo “Manifesto Interior”. O espaço também abriga a exposição “Emoções Emolduradas”, de Marcelo Magano, que fica em cartaz até 10 de novembro. A mostra fotográfica é sobre o trabalho de casamento entre as imagens captadas por Magano com a poesia de poetas joseenses como Moraes, Mirian Cris, Cassiano Ricardo e Reginaldo.

Essa é a 47ª edição da Semana Cassiano Ricardo que começou no dia 24 de outubro e segue até 10 de novembro. Estão sendo realizadas mais de 60 atividades como exposições, oficinas literárias, narrativas de histórias, saraus, shows musicais e outras atrações em casas de cultura, biblioteca, teatros, escolas, parques, entre outros espaços.

O jornalista, poeta e ensaísta Cassiano Ricardo nasceu em São José dos Campos em 26 de julho de 1895 e faleceu no Rio de Janeiro em 14 de janeiro de 1974. Ele foi um dos líderes do movimento pela Semana de Arte Moderna de 1922, participando ativamente dos grupos "Verde Amarelo" e "Anta", ao lado de Plínio Salgado, Menotti del Picchia, Raul Bopp, Cândido Mota Filho entre outros artistas.

Ele ocupou a cadeira nº 31 da Academia Brasileira de Letras em 9 de setembro de 1937. Entre as obras de Cassiano estão: “A flauta de Pã” (1917), “Vamos caçar papagaios” (1926), “Borrões de verde e amarelo” (1927), “Martim Cererê” (1928), “O sangue das horas” (1943), “Um dia depois do outro” (1947) e “Jeremias sem-chorar” (1964).

Confira aqui a programação da 47ª Semana Cassiano Ricardo.

Programação



 

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