Fundação Cultural Cassiano Ricardo


Da esquerda para a direita: Gabrielly, Brun e Lavinia. 

Fazer parte de uma Companhia, montar espetáculos, ensaiar, criar coreografias e apresentar-se para o público é o sonho de muitas pessoas envolvidas com a dança. É também a realidade dos 80 bailarinos integrantes da Companhia Jovem de Dança de São José dos Campos, da Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR).

Com os olhos brilhando, Brun Willi, Lavinia Gonçalves e Gabrielly de Lima, que fazem parte dos núcleos semi e profissional da Cia, explicam que fazer parte do projeto é a realização de algo que antes parecia impossível.

Um talento da dança, Brun, hoje com 24 anos, começou a dançar aos 9 e desde então não parou mais, tanto que recebeu seu primeiro grande prêmio aos 15, no Festidança. “Eu não me vejo fazendo outra coisa”, disse sorrindo. “Participar de algo desse porte em São José é um presente. Eu sinto como se a minha cidade estivesse me lapidando”.

“Entrar para a Cia era o sonho da minha vida. Hoje acordo cedo para os ensaios, mas venho sorrindo, não tem tempo ruim”, explicou a bailarina Lavinia, de 28 anos. “Tentei da primeira vez e não consegui, então quando vi que fui aprovada me passou um filme na cabeça. Dessa vez eu sabia que estava pronta e muito focada”.

Com 3 anos, Gabrielly já estava nas aulas de balé clássico. Sempre tive o sonho de ser bailarina, mas ouvia de muitos que não levava jeito. “Quando fiquei sabendo das audições já pensei que era o meu momento de realizar esse sonho”, explicou. “Quando vi meu nome lá comecei a chorar, é uma coisa de outro mundo, uma sensação de felicidade”.

Opinião de quem entende

O diretor da Cia, Marco Sanches, se diz muito honrado e privilegiado em poder estar à frente desse projeto. “Não conseguimos nem mensurar a importância disso no momento, mas quero que a gente continue promovendo o acesso a dança para todos que tiverem interesse”, afirmou. “Nosso grande objetivo aqui é tornarmos São José uma referência para outras cidades de como trabalhar com esses jovens”, finalizou o diretor.

Para incrementar ainda mais a formação desses jovens, a Fundação Cultural convidou uma pessoa de renome nacional para ajudar na seleção de profissionais e ministrar algumas aulas. Flávia Burlini, delegada do Conselho Brasileiro de Dança e solista do Teatro Municipal do Rio de Janeiro por 12 anos, espera que mais oportunidades como essa surjam no Brasil. “Dar aulas para jovens tão talentosos é inspirador e gratificante”.

Fundação Cultural Cassiano Ricardo
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(12) 3924-7300/7341

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