Fundação Cultural Cassiano Ricardo


Trio Terra Bruta, que participará da edição deste domingo (16) do Museu Vivo / Foto: Divulgação

Aproveitando a época das festas juninas, o Museu do Folclore de São José dos Campos compartilha com o público, neste domingo (16), algumas tradições desta manifestação popular, como fazer bandeirinhas coloridas e maçã de amor, além de ouvir e dançar uma boa música caipira. A atividade é gratuita e acontece no lado externo do museu, das 14h às 17h, no Parque da Cidade.

A baiana Jacira Leonor, que hoje é costureira e já foi professora, é quem vai fazer a maçã do amor. Uma sabedoria que ela aprendeu vendo outra pessoa fazer, na festa junina da escola onde seu filho estudava. “Eu resolvi ajudar na festa e acabei aprendendo a fazer só de olhar, pois a pessoa não ensinava. Depois eu fiz na minha casa e deu muito certo”, conta ela.

A culinária entrou na sua vida quando ainda era pequena, sempre ajudando os pais. “É mania de baiana”, como diz. Principalmente os pratos típicos de sua terra, que gosta muito. Sabe fazer acarajé, vatapá, caruru, moqueca de peixe, arroz e feijão de lá, abará, bolinho de estudante; e a lista se estende até não acabar mais. “Sou muito curiosa na cozinha”.

Bandeirinhas

O joseense Fábio Camargo já trabalhou como metalúrgico, mas foi na cultura que ele se realizou profissionalmente. Hoje, ele atua como educador, ator e músico (é integrante do grupo Seresteiros do Vale). Em festas juninas, das quais participa desde criança, ele puxa a quadrilha e faz bandeirinhas, entre outras coisas. “Eu sempre acompanhei minha mãe e meus irmãos às festas juninas do bairro onde morávamos”, lembra ele.  

No ‘Museu Vivo’ deste domingo, Fábio vai compartilhar alguns destes saberes que adquiriu ao longo da sua vida, em particular o de fazer bandeirinhas. “A intenção é que o público também coloque a ‘mão na massa’ e ajude a enfeitar e ‘colorir’ a área externa do Museu do Folclore”, enfatiza Fábio.

Músicas juninas

A música caipira vai ficar por conta do Trio Terra Bruta, formado pelo baiano Dalvo Cândido da Mata (Dalvito, canta e toca acordeon), o mineiro José Batista (Zé do Bico – canta e toca violão) e o joseense José Carlos Lopes (toca contrabaixo). O trio começou a surgir em 82, quando Dalvito conheceu e fez parceria com Zé do Bico. Depois de um tempo tocando juntos, Dalvito partiu para a carreira solo, mas em 2016 a parceria foi reatada e reforçada com a presença de José Carlos, para formarem o Trio Terra Bruta.

“Nasci no meio de 13 irmãos e um dia meu pai comprou um acordeon e disse: “quem aprender a tocar primeiro fica com ele”. Foi assim que Dalvito começou sua carreira musical. Já Zé do Bico explica que a música entrou na sua vida só de observar as pessoas tocando. “A música não tem fim, cada dia se aprende um pouco mais”, afirma o músico. 

José Carlos nasceu e cresceu na roça, com seu pai e irmãos, mas só ele partiu para o lado da música. “Meu pai só toca boi”, brinca. Ele conta que sempre gostou de música e começou observando pessoas que admirava e aprendendo a tocar aos poucos, incentivado por Dalvito e Zé do Bico. “Depois que peguei o jeito, preferi um instrumento diferente. Hoje toco contrabaixo”.

Programa e gestão

O programa Museu Vivo é realizado semanalmente pelo Museu do Folclore, sempre aos domingos à tarde. A atividade reúne representantes da cultura popular regional nas áreas de artesanato, culinária e música. O Museu do Folclore foi criado pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo em 1987 e, atualmente, é gerido pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

 

Museu do Folclore de SJC
Av. Olivo Gomes, 100 – Parque da Cidade – Santana

(12) 3924-7318 – www.museudofolclore.org

Publicado em: 14/06/2019

Programação

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