Fundação Cultural Cassiano Ricardo


O programa Museu Vivo reúne representantes da cultura popular regional para compartilharem seus saberes nas áreas de artesanato, culinária e música. / Foto: Divulgação

Estamos há poucos dias da época em que uma iguaria da culinária do Vale do Paraíba é presença garantida nas festas juninas. O bolinho caipira, muito apreciado pelos moradores da região, em particular de São José dos Campos, é uma das atrações do programa Museu Vivo deste domingo (19), onde representantes da cultura popular regional compartilham seus saberes nas áreas de artesanato, culinária e música.

A atividade é aberta ao público e realizada semanalmente pelo Museu do Folclore, entre 14h e 17h. Neste mesmo período, a exposição de longa duração do museu, ‘Patrimônio Imaterial: Folclore e Identidade Regional’, e a exposição temporária, ‘Arte e Criatividade Popular’, estarão abertas para visitação.

O encontro também contará com a presença de moradores do Campos de São José, Jardim Diamante e Jardim Americano, participantes do projeto Ecomuseu+, desenvolvido pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP) e patrocinado pela Petrobras.

Bolinho caipira

“Minha mãe fazia muito bolinho caipira e a gente ajudava, foi assim que aprendi”, conta a joseense Valentina Galdino Fernandes, 77 anos, moradora do bairro Cajuru, na região leste, onde nasceu e mora até hoje. A família era produtora de farinha de mandioca, que vendiam para os comerciantes do Mercado Municipal.

Todo ano ela participa da Festa de Santa Cruz, realizada na capela de mesmo nome na estrada do Cajuru, onde é responsável por fazer o bolinho caipira, que faz muito sucesso entre os frequentadores. “Vem gente de várias regiões da cidade para comprar o bolinho”, diz ela.

Chapéu diferente

Como se faz um chapéu utilizando caixa de leite longa vida, retalhos de tecido, fitas de cetim, renda, agulha, linha e cola branca? Este é o saber que a também joseense Keila Martins de Oliveira, 27 anos, moradora no bairro Santa Cecília II (região leste), vai compartilhar com o público durante o Museu Vivo deste domingo.

Sua ligação com a costura vem de família, pois a mãe e a avó costuravam. Sua mãe fazia roupas para a família e a avó fazia até vestido de noiva. Keila começou a seguir os passos das duas desde muito pequena, e ainda jovem começou a interessar-se por artesanato e a observar tudo o que podia. Hoje, Keila produz peças que misturam técnicas de colagem e costura, também aproveita material reciclado e EVA em seus trabalhos.

De pedreiro a sanfoneiro

Depois que se aposentou como pedreiro, o mineiro Sebastião Reis Xavier da Fonseca, 63 anos, ou Renê Xavier, como é mais conhecido, passou a se dedicar quase que exclusivamente à música sertaneja. Morador no Bosque dos Eucaliptos, região sul, Renê começou a tocar aos 15 anos de idade na cidade de Recreio, onde nasceu.

“Aprendi com meus pais, tocando nas rodas de viola que eram realizadas lá em casa, com familiares e amigos. Dois dos meus sete irmãos também tocavam e o repertório sempre foi música sertaneja. O gosto pelo som da sanfona surgiu naturalmente e logo eu passei a me dedicar ao instrumento”, conta Renê.

O Museu do Folclore foi criado em 1987 pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo e sua gestão é feita, atualmente, pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com sede em São José dos Campos.

Museu do Folclore de SJC
Av. Olivo Gomes, 100 – Parque da Cidade / Santana

(12) 3924 7300 / 7318

Publicado em 17/05/2019

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