Fundação Cultural Cassiano Ricardo


A atriz Georgette Faddel apresentou a peça Afinação I na noite desta terça-feira, no Teatro Municipal - Foto: Divulgação/FCCR

O lugar da mulher na Cena: Performatividade e Processos Criativos, é o tema da roda de conversa que acontece nesta quinta-feira (6), às 18h, no auditório do Museu Municipal de São José dos Campos, pela programação do 33ª Festivale. Tema que exemplifica bem duas particularidades inéditas desta edição: a presença de uma mulher entre os curadores e um grupo só de mulheres no papel de críticas das peças apresentadas.

A roda de conversa será mediada pela atriz e professora do Unesp, Lúcia Romano, acompanhada das atrizes do Coletivo Alcateia e Cia Teatro da Cidade. O encontro é aberto ao público e não necessita de inscrição prévia. Na opinião de Lucilene Dias, do Coletivo Alcateia, que auxilia na organização do festival, “o estado patriarcal em que vivemos coloca a artista em segundo plano, por isso propusemos esse tema para a roda de conversa”. 

Para Fabiana Monsalú, curadora do festival, ao lado de Atul Trivedi e Rodrigo Morais Leite, o fato de São José estar se abrindo para esse diálogo e reconhecendo o lugar da mulher é muito importante. “É um avanço dentro de tantos retrocessos que vivemos. E o Festivale, com toda sua magnitude, abre um espaço importante diante das necessidades das mulheres”, opina Fabiana.

Fabiana é mestre em Teoria e Prática do Teatro pela USP e Licenciada em Teatro pela UFBA. Como jurada, mediadora teatral ou curadora, já foi colaboradora de diversos festivais importantes das artes cênicas.

Críticas

A dramaturga, escritora e roteirista Priscila Gontijo, uma das convidadas para redigir as críticas do festival, ao lado de Júlia Guimarães e Simone Carleto, acredita que as mulheres ainda são invisíveis no campo do pensamento. “Precisamos abrir espaço para novos pontos de vista, sair desse lugar de privilégio do homem. O Festivale está apontando saídas e novos olhares para deixarmos o embate sobre teatro ainda mais rico e potente”, afirma.

“Debater sobre o lugar da mulher, seja qual for, é muito importante pois o mercado de trabalho ainda é um meio bem machista, incluindo o teatro, precisamos buscar o nosso espaço. Mulher ocupando um lugar de decisão é sempre uma ameaça para a sociedade patriarcal”, completa Priscila. Confira aqui as críticas do Festivale.

O Festivale é uma realização da Prefeitura de São José e acontece anualmente sob gestão da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, que este ano conta com o apoio da Associação para Fomento da Arte e da Cultura (AFAC), Parque Vicentina Aranha, Sesi São Paulo/São José dos Campos, Fundo Social de Solidariedade e Jovem Pan. 

Fundação Cultural Cassiano Ricardo
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