Fundação Cultural Cassiano Ricardo

 

Em 1865, José Caetano de Mascarenhas Ferraz e sua mulher, D. Mariana Nunes de Araújo, doaram ao município um terreno de “cento e cinquenta palmos” localizado na rua do Fogo (antigo nome da rua Sete de Setembro), com a condição de lá ser construído um mercado ou um largo que fosse de alguma utilidade à população, não podendo a Câmara vendê-lo ou doá-lo.

 

O mercado então construído, que tinha um terço do tamanho atual, se localizava entre as ruas Sete de Setembro, Sebastião Humel e Siqueira Campos e o largo que ficou conhecido como Largo de Mercado – ou Largo D'Apparecida, por localizar-se em frente à Capela Nossa Senhora da Apparecida. O largo servia para os tropeiros descansarem, e o bebedouro, ou chafariz público, ali instalado servia para dar de beber aos animais utilizados na tração de carroças ou como montaria.

 

Décadas mais tarde, devido à sua pequena dimensão e a más condições higiênicas, constatou-se ser necessária a construção de um novo mercado, que deveria ocupar também a área do largo.

 

Este novo Mercado Municipal, em alvenaria de tijolos e estilo eclético, teve sua construção iniciada em 1921 e foi concluído em 1923, na gestão do prefeito João Alves da Silva Cursino. É este o edifício do atual mercado, preservado em 1994 pelo Comphac por meio da Lei Municipal n.º 4595/94.

 

A partir de 1994, a Fundação Cultural Cassiano Ricardo atuou na preservação do imóvel, procedendo, já naquele ano, à pesquisa das cores originais, à retirada dos fios elétricos (que passaram a ficar embutidos em cabos subterrâneos), à recuperação de detalhes arquitetônicos e à construção de uma cobertura interna em estrutura metálica. Em 1996, foi executada a pintura do edifício e, em 1999, foi executada nova pintura em tom mais escuro e foram realizadas a substituição de piso, a troca da instalação elétrica e hidráulica e a padronização das barracas.

 

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