Fundação Cultural Cassiano Ricardo

 

O Cine Paratodos foi inaugurado em 29 de junho de 1941, na rua Coronel José Monteiro, 168, Centro. É um dos prédios mais antigos da cidade na área de diversões.

Em 1939, foi aprovado pelo prefeito sanitário o ato nº 28, de 9 de março, que dava dez anos de isenção do imposto predial a quem fizesse um cine-teatro na cidade. Isto era uma maneira de incentivar este tipo de entretenimento, à “altura do progresso e aumento da população” como dizia o jornal Correio Joseense. Quando o Cine Paratodos foi inaugurado, este veio como símbolo desta “fase de ouro” da cidade. Tanto que as máquinas de projeção foram expostas na entrada do Cine, como exemplo desta modernidade.

Tinha capacidade para mil espectadores sentados e os mais modernos equipamentos da época. Além da exibição de filmes, algumas vezes foi utilizado para palestras. Sofreu, como a maioria dos cinemas, o processo de diminuição de seu público, devido à chegada da televisão e outros entretenimentos que lhe faziam concorrência. Durante os últimos anos de atividade, exibia filmes pornográficos, numa tentativa de se manter em funcionamento.

Em 15 de julho de 1988, foi preservado pela lei municipal n.º 3358/88.

Foi fechado pelas autoridades municipais duas vezes em 1992, fechando para reforma em fevereiro do mesmo ano. Dois meses depois reabriu, passando filmes pornográficos. Neste mesmo ano, foi aprovado pelo Comphac, proposta de compra ou locação do Cine Paratodos, destinando-o como Casa de Espetáculo sob a administração e uso da Fundação Cultural Cassiano Ricardo.

Esta proposta não vingou. No entanto, em 1995, foi assinado o Decreto nº 8686/95, declarando de utilidade pública para fins de desapropriação o prédio onde antes havia o Cine Paratodos. Desta forma, buscou-se diversas vezes o proprietário (Companhia de Cinemas do Vale do Paraíba), para negociações, no sentido de compra do prédio histórico.

Ao mesmo tempo, este continuou em funcionamento, até 1998, quando fechou definitivamente.

Em 1999, o proprietário encaminhou ao Comphac, proposta de restauração e adequação do prédio à novo uso, no caso, um Shopping. Esta proposta foi aprovada, por não ferir a lei de Preservação do edifício. No entanto, o projeto não foi executado pelo proprietário.

Na segunda metade de 1999, nova proposta de compra foi realizada pela Prefeitura. No entanto, não houve acordo novamente com o vendedor. Em 2000, perdeu valor o Decreto de utilidade pública, válido por cinco anos. O proprietário continua interessado na venda do imóvel.

Em 2002 o imóvel foi vendido.  Diante da necessidade de reforma para adequação de uso, em 2004 iniciam as obras sob a orientação e acompanhamento do DPH.  Tais obras foram realizadas na parte central, onde era o foyer, alterado para abrigar o Financial Citybank.  Nas laterais e na plateia, onde eram realizadas as projeções, foram retiradas as escadas e nivelado o piso, sendo recolocados novos pisos cerâmicos. Nesta área encontra-se um mini-shopping, com acesso pelas laterais.   

 

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